Ação envolve a comunidade, que colabora com doação de matéria prima e mão de obra na produção de materiais

O Câmpus São João da Boa Vista está contribuindo com uma campanha iniciada pela população do município, por meio da produção de máscaras e protetores faciais que estão sendo doados para profissionais da saúde que trabalham na UPA e na Santa Casa da cidade. As máscaras são feitas de TNT e tecido (as de tecido são entregues a instituições que cuidam de pessoas em situação de vulnerabilidade), e os protetores faciais, de plástico PLA e acetato. Todo o material é fruto de doações.

O técnico de laboratório Raul Gaspari Santos, a administradora Paula Valente e o professor Ricardo Scarcelli são alguns dos servidores que estão na linha de frente do trabalho. De acordo com Paula, tudo começou com o pedido de ajuda de uma enfermeira, para que ela e a mãe dela ajudassem a costurar algumas máscaras. Foi então que ela decidiu procurar os colegas do câmpus, e se criou uma corrente de solidariedade.

A máquina de corte a laser do câmpus passou a ser utilizada para cortar as máscaras, o que facilitou o trabalho das cerca de 20 costureiras voluntárias. Além disso, está sendo utilizada a impressora 3D do câmpus para a fabricação de protetores faciais, cujo molde foi adaptado pelo Raul e o professor Ricardo, com base em um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina. Os protetores estão sendo cortados e montados pelo técnico de laboratório do IFSP e alguns voluntários.

Todo o trabalho teve início nesta semana. “Estou aqui no câmpus desde segunda-feira para ajudar nisso, utilizando nossa estrutura e nosso tempo. Outros servidores ajudam de casa, costurando ou distribuindo máscaras, para não termos aglomerações”, contou Raul. Ele disse ainda que, como a demanda é grande, colaboradores externos estão ajudando com suas próprias impressoras 3D.

De acordo com Paula, ajudar a comunidade nesse momento tão difícil que o mundo vive tem sido ao mesmo tempo gratificante e desafiador. O maior desafio é que ninguém que está ajudando acabe se contaminando.  “São todos voluntários que de certa forma estão quebrando um pouco o isolamento. Seja pra buscar matéria prima ou pra entregar o material. Mas tudo é feito com muito cuidado”, contou.

Ainda segundo Paula, além dos voluntários que trabalham na confecção das máscaras e protetores, conta-se também com um motoboy responsável por fazer as entregas de matéria-prima e com a colaboradora Karina Matos, que pede, articula e organiza as doações por meio das redes sociais.


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Amanda Vicentini - 01/04/2020 21h13
parabens se eu estivesse ai tbm ajudaria